“Nossos Filhos, tesouro ou problema?” – Conversando sobre saúde com o Doutor Alexander Saliba.

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Filhos são dádivas que recebemos, são fonte de alegria e de paixão incontida, mas também são para nós os pais, motivo quase que constante, por toda a vida, de preocupação, de ansiedade e de angústia.

Nunca estamos absolutamente certos de que fizemos o correto ou o suficiente para eles. A maioria de nós guarda em seus corações a pesada sensação de que poderíamos ter feito mais, ter exigido mais deles, ter dedicado mais tempo a eles e vamos carregando esta ansiedade de consciência pela vida afora.

Quando eles erram ficamos pensando onde nós erramos, como se o erro deles fosse culpa ou resultado da nossa omissão. Claro que em boa parte destes erros tem nosso dedo, mas não em todos.

Quando suas asas ganham penas e eles começam a voar, vez por outra nos pegamos pensando se não deveríamos voar com eles, estar próximos a eles, auxiliá-los em tudo que fazem, para que não sofram como nós sofremos. Na verdade, a pesada ilusão de que de alguma forma podemos e devemos interferir em seus futuros, estando o mais próximo possível deles no presente. A gente se esquece como era angustiante na nossa juventude ser sufocados por nossos amados pais que pensavam do mesmo modo que nós pensamos. A gente ficava louco para tomar decisões sem interferência deles, claro que acreditando que dominávamos tudo, coisa que o tempo e os erros provaram não ser verdade.

Sou favorável que determinemos regras, limites, modelos e outras formas de formatar e dimensionar o comportamento de nossos filhos e com isto seu caráter, pois se não o fizermos, a vida o fará, com a diferença que a vida não explica nada, ela simplesmente nos espanca ao menor erro.

Então, mesmo com dramas de consciência quando às vezes somos forçados a tomar decisões fortes, devemos toma-las para o bem deles e para o nosso bem. De nada adianta compará-los a nós ou a quem conhecemos e que achamos ser exemplo. Eles são únicos, irreprodutíveis e não comparáveis a nada ou a ninguém.

É melhor que eles fiquem amuados e tristes agora, do que nós venhamos a ficar tristes diante dos fracassos e dores que eles sofrerão porque não os educamos corretamente para a vida e venhamos a sofrer muito mais do que sofremos quando os educamos.

 

dr alexander

www.alexanderjsaliba.med.br

(61) 3326.9242
Centro Clínico Advance, SGAS Q 915, Bloco N, Sala 311. Brasília – DF

 

“Como julgamos facilmente” – Conversando sobre saúde com o Dr. Alexander Saliba

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Todos nós, com raríssimas exceções, julgamos os outros segundo nossas crenças e modelos, sem, contudo levarmos em conta o porquê do que julgmaos. Julgamos sem o menor temor de errarmos e o fazemos na maioria das vezes, certos de que estamos agindo de forma correta e que a verdade está conosco. Muitas vezes julgamos e expressamos nossos julgamentos com a maior facilidade, e é impressionante a veemência e certeza que temos ao defender nossos pontos de vista.

Quem é capaz de passar sem um pensamento ou mesmo um comentário, diante de uma situação que lhe incomoda estética ou moralmente? Uma roupa que para nós é estranha, um penteado considerado por nós maluco, um casal que fuja aos padrões, como por exemplo alguém muito jovem com outra pessoa muito mais velha, e por ai vai. Qualquer fuga do “status quo” nos provoca arrepios.

Somos todos de uma forma ou outra, primitivamente conservadores. Não admitimos nada que fuja ao “lógico” e ao “certo” dentro de nossa ótica quase sempre míope e desfocada do que é lógico e do que é certo. Guardamos todos, na verdade, o ranço amargo das velhinhas fuxiqueiras do interior cuja única forma de diminuírem suas frustrações é tentarem controlar a vida dos outros, e falarem, falarem e falarem.

Porque será que temos a necessidade tão forte de exigir dos outros que vivam de acordo com os nossos padrões, conceitos e preconceitos? Porque será que precisamos tanto da unanimidade de opiniões e de atitudes? Isto é algo que intriga até porque é um mal que me ataca como a qualquer outra pessoa, e mesmo tendo tentado combater ao longo da minha vida este comportamento tão ruim, às vezes me pego comentando comigo mesmo algo que me incomoda nas atitudes alheias. Será que algum dia vou conseguir só observar sem criticar?

Incomoda e muito meus comentários e pensamentos que as vezes expresso sem a menor dúvida, sobre assuntos que de alguma forma bolinam no meu “bom senso”. Porque será que não sou capaz de simplesmente olhar e deixar passar despercebido fatos que são tão naturais como o dia ou a noite? Acho que sei porque: eu sou preconceituoso mesmo não querendo admitir! Então como uma pessoa preconceituosa e que acha que contém a reserva universal do conhecimento vai deixar passar algo com o que não concorda ou que lhe incomoda tanto? É um dilema. Eu, como a maioria de vocês, tenho uma enorme dificuldade em aceitar que a felicidade é maior e mais forte que os conceitos e os preconceitos e por isto reajo.

Vou ficar muito mais feliz comigo mesmo quando conseguir ver uma situação que me incomoda e parar para pensar porque este fato ocorre. Tenho certeza que quando conseguir primeiro pensar a cada um cabe suas decisões e ficar remoendo os porques antes de fazer meu comentário crítico, serei mais feliz, pois coisas que me incomodam vão deixar de me incomodar e comentários ou críticas que faço vou deixar de fazer.

Quero um dia, ter a capacidade de ver o que considero ridículo ou absurdo em outras pessoas e compreender que aquilo é algo que aquela pessoa gosta, portanto é válido e não cabe a mim julgar ninguém. Tenho lutando para compreender cada vez mais a alma humana e suas necessidades e para parar definitivamente de julgar as outras pessoas pelo meu diapasão. Um dia eu chego lá!

dr alexander

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