O que podemos chamar realmente de saúde? Conversando com o médico Alexander Saliba.

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A medicina alopática aceita como conceito de saúde o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz: Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades.

A especialidade médica homeopatia, por seu lado tem uma modelo mais completo e abrangente de ver o estado de saúde, conforme Samuel Hahnemann em seu Organon da Medicina escrito em 1810 diz: No estado de saúde, a força vital (autocrática) que dinamicamente anima o corpo material (organismo), governa com poder ilimitado e conserva todas as partes do organismo em admirável e harmoniosa operação vital, tanto a respeito das sensações como das funções, de modo que o espírito dotado de razão que reside em nós, possa empregar livremente todos estes instrumentos vivos e sãos para os mais altos fins de nossa existência.

Diante destes dois postulados, um mais material como é o da OMS que afirma que o estado de saúde é uma situação onde o bem-estar é o indicador de saúde, enquanto que no outro, a homeopatia, voltada para processo harmônico do organismo, a conceituação se torna mais complexa, deixando claro que saúde é a condição física e mental harmonizada, ou seja, uma trabalhando ao mesmo tempo e completando a outra, no processo de se permitir que o organismo equilibrado, desenvolva todo o seu potencial físico e mental.

Mas na prática, o que é saúde, como podemos saber se estamos saudáveis ou não? Isto é bem mais complexo, não só porque as situações de enfermidades são incontáveis, mas também porque nenhum médico tem condições de afirmar quem tem ou quem não tem saúde. Na verdade, nenhum de nós vive ou viveu um só momento de plena saúde, mas sim uma estabilidade entre nossos processos físicos e mentais, por alguns momentos que podem ser curtos ou longos, então podemos nos considerar saudáveis quando algumas situações estejam sendo satisfeitas, como, capacidade de desenvolver nosso trabalho sem que isto seja um peso ou um fardo, como a capacidade de reconhecer em nosso corpo as mudanças que o tempo e as enfermidades produzem nele e buscarmos soluções ou entendermos o que esta acontecendo, e a capacidade de através de atitudes simples, como alimentar adequadamente, não sermos sedentários, temos hábitos saudáveis em todos os sentidos, manter a condição mínima aceitável de geração de saúde para o nosso organismo.

Ter uma mente o mais limpa possível de culpas, angústias, raivas, mágoas e emoções reprimidas, é um dos grandes truques para se ter saúde. Muitas ou quase todas as enfermidades são produtos de uma mente conturbada e poluída.

Mas em matéria de se recuperar e manter a saúde bate o fantástico sentimento do amor. Amar sem cobrança e sem esperar nada em troca, simplesmente amar por amar, sem guardar mágoas ou rancores, pois não há energia mais construtiva e ao mesmo tempo mais destrutiva para nossa saúde que o amor e o ódio. Quem aprende a amar sem cobranças, sem esperar receber de volta o mesmo que dá, mas apenas amar porque amar é bom para si mesmo, não gera cobranças ao organismo através dos hormônios descarregados continuamente e pelo consumo excessivo de energia que poderia estar sendo usada para coisas mais importantes. Situações de desamor geram um enorme “peso” sobre a mente que então deixa de organizar e harmonizar o organismo material para tentar encontrar uma solução para a mágoa, a perda, ao sentimento de não reciprocidade, e ai as doenças se instalam pois os sistemas de defesa estarão desligados pela mente que só tem um foco, resolver a situação aflitiva que a atinge.

Então, se você quer ter saúde, viva o mais levemente possível. Não abra mão de seus amigos, de suas companhias. Não seja refém de chantagens emocionais de outras pessoas, não permita que sua privacidade seja invadida e não invada a privacidade de ninguém, e acima de tudo, ame a vida e as pessoas apenas por amar, sem a esperança de nenhuma recompensa, pois ela virá sem que você percebe e nem tenha de sofrer por isto. Assim você estará preservando sua saúde, independente de todos os conceitos, modelos e modas que todos os dias vemos por aí.

Uma boa saúde para todos, e até a próxima.

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Dr. Alexander Saliba

Clínico Geral e Pediatra

Especialista em Homeopatia

CRM-DF: 3200

www.alexanderjsaliba.med.br

Amizades e a arte de cultivá-las: conversando sobre saúde com o Doutor Alexander Saliba

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imagem: internet

Uma de nossas buscas mais incessantes ao longo da vida é sem dúvida, pelo compartilhamento de amizades.

Quem não busca uma amizade sincera, um porto seguro onde possa compartilhar, receber e doar?

Uma vez, há muito tempo, um amigo sábio, muito sábio, me disse que nada no universo é de graça, tudo é uma troca, e creio as trocas existem para manter o sistema estável. Eu o perguntei se até o amor seria uma troca, e ele me disse que sim. Amar sem ser amado, no mínimo leva a um profundo sentimento de rejeição e consequente perda da força do amor ao longo do tempo.

Nas amizades este exemplo tem muita força, pois a amizade nada mais é que uma troca, um constante modelo de doar e receber. Amizades verdadeiras, mesmo que as vezes pareçam um processo viciado por pequenos interesses, é sempre uma troca saudável de informações, sentimentos, pequenas rusgas, e superações.

Uma das formas mais saudáveis que conheço de manutenção de uma amizade é reservar para seus amigos um sorriso, um tocar no ombro quando se cumprimentam e acima de tudo a sinceridade nas respostas e nas opiniões. Amigos não fingem, não deixam de falar, não expressam sua opinião para a outra pessoa. Ter a verdade como objetivo em uma relação de amizade a sedimenta e a mantém.

Às vezes pensamos que se dissermos a verdade vamos magoar e poderemos perder a amizade que tanto prezamos, mas isto não é verdade. O que faz uma amizade perecer é acima de tudo o descobrir que a verdade não existiu ou que houve omissão. Eu sempre dito que o pior pecado em qualquer situação e em especial nas relações afetivas – e a amizade é uma relação afetiva muito especial – é a omissão. Quem se omite peca duas vezes: uma por ter se omitido e outra por ter faltado com a verdade ao se omitir. Não quero dizer com isto que temos de ser sensores, que temos de ser rudes, que temos de ser chatos e incisivos com nossos amigos, mas sim, que quando somos de algumas formos chamados a responder aos nossos amigos, questões que lhes são caras, devemos fazer de forma clara, honesta e sempre olhando nos olhos. Agindo assim consolidamos a confiança de quem nos quer como amigos e deixamos de ser apenas uma companhia agradável.

E uma última sugestão: reserve um dia da semana, uma tarde se puder ou algumas horas para estar com seus amigos. Não deixe que a eventualidade, que o acaso, que o não planejado seja a tônica de seus encontros. Amigos que duram uma vida, vivem uma vida compartilhada entre eles, em um processo de cativar um ao outro, e isto é uma delícia. Experimente e verá como é bom.

 

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(61) 3326.9242
Centro Clínico Advance, SGAS Q 915, Bloco N, Sala 311. Brasília – DF

“A ética no nosso dia a dia” – Conversando com o Doutor Alexander Saliba!

A cada dia, no mundo todo e não só no Brasil, temos notícias de pessoas que agiram de forma aética, de modo totalmente questionável. É claro que as que aparecem mais são aquelas ligadas à política e as artes, por estarem naturalmente mais expostas. Fica a pergunta: será que o número de pessoas que não tem ética ou que não tem vergonha na cara aumentou ou será que as investigações e os meios de divulgação aprimoraram seus modelos de trabalho? Na verdade isto não é importante, o que importa é que é que a cada dia nos deparamos com situações onde coisas que antes eram encaradas como não aceitáveis ou até impensáveis, passaram a ser alvo de explicações, as mais esdrúxulas possíveis, de que não são um deslize ou uma falta, mas tudo tem uma explicação.

 

Me parece que estamos aceitando a ideia de que no caso dos políticos, é melhor ter um ladrão no poder que faça algo, do que ter um ladrão que não faz nada. Lógica doida esta não? Os exemplos deste tipo de situação na nossa política nos últimos 50 ou 60 anos são incontáveis. Mas na verdade o que me deixa muito preocupado são as pequenas faltas que acabamos aceitando como uma espécie de compensação. Se eu fosse citar aqui todas as pequenas faltas que cometemos no dia a dia e achamos razoáveis, escreveria um livro com algumas centenas de folhas.

 

Eu me pergunto sempre, existe diferença entre quem comete pequenos delitos, desde que consciente do que faz, de quem comete grandes crimes? Quem rouba um tostão, rouba um milhão, já dizia minha mãe.

 

Não existe meio ladrão, meio honesto, meio ético. Quando abrimos uma embalagem no supermercado, provamos o conteúdo e jogamos o que restou atrás de alguma coisa para não pagarmos o que experimentamos, cometemos o mesmo crime de quem rouba um banco ou qualquer outra coisa de maior valor. Quando maquiamos habilmente nossas declarações de imposto de renda ou de outros tributos que aceitamos pagar sem contestarmos, sem gritarmos e exigirmos mudanças, somos tão aéticos e desonestos quanto quem desvia verbas e recursos do estado para ficar rico a qualquer custo. O argumento de que não pago os meus impostos porque sou extorquido por um governo ladrão não vale.

 

Estamos vivendo a época onde quase todos querem ganhar tudo a qualquer custo e isto é um perigo. Vai chegar um tempo em que não haverá mais como se conviver em sociedades tão doentes e então alguém levantará bandeiras extremadas e isto sempre tem um custo muito alto para todos. Nestas horas os justos pagarão pelos pecadores e os salvadores da pátria sempre tirarão vantagens.

 

Ainda há tempo de pregarmos entre nossos jovens a ideia de que a volta ao caminho correto tem de começar nas pequenas atitudes. Cada um deve cumprir de forma continuada seu dever de ser honesto, sério e ético.

 

Não estou pregando aqui uma sociedade de cara fechada e séria, pelo contrário, digo que quando as pessoas não cometem delitos, seja de qualquer forma, vivem melhor, tem mais sossego, dormem mais e não acordam com aquela sensação de que o sono não foi compensador, isto quando dormem…

 

À volta a limpeza nas ações fará com que cada um tome conte de suas atitudes e acima de tudo, tome conta das ações de quem lhe deve satisfações. Não sou partidário de um estado policialesco como na antiga União Soviética, ou Cuba, mas se cada um não exigir de quem de direito à correção nos atos, quem exigirá? Ser correto é também exigir correção, mas primeiro aja corretamente, depois exija correção. Dizem que o pior pecado é o da omissão e eu concordo. Quando omitimos, quando fingimos não ver, na verdade fazemos parte do processo e isto é ser aético, é aceitar e fazer parte das falcatruas.

 

Quando fugimos as nossas responsabilidades na verdade demonstramos estar doentes, mostramos que estamos enfermos, com grave doença na nossa mente. Esta enfermidade da mente nos faz ver tudo pelo lado que nos interessa e quando fazemos isto, passamos a borrar nossa visão e entendermos que no “vale tudo” da vida, o que fazemos de errado, se for para o bem de nossa família ou o nosso bem, esta justificado. Tenho para mim que esta é uma enfermidade muito complicada, cuja a cura pode ser ajudada por algum medicamento homeopático, mas na verdade necessita de uma profunda mudança no modo de ser e de pensar das pessoas que agem assim.

 

A cura para este mal começa na base da sociedade, a família, pelo diálogo, pelo amor e pelo exemplo, dentro de casa. Ainda há tempo de salvarmos os jovens dos conceitos errados que a cada dia parecem ser mais certos.

 

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