“Como colocamos a culpa em Deus”: Conversando com o médico Alexander Saliba

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imagem: internet

 

“Eu estava assistindo uma entrevista memorável com Jimmy Carter e o Bispo Desmond Tuti em uma reunião aqui no Brasil da Fundação Elders, e fui surpreendido por uma frase do Bispo Desmond que me mostrou como a relação do homem, mesmo um homem da igreja, é frágil com relação a Deus. Foi interessante entender a forma aberta e inteligente com que Jimmy Carter colocou suas idéias sobre América Latina, atitudes mundiais, relação entre palestinos e judeus dentre outras, por outro lado foi uma decepção ouvir o que disse o bispo.

Quando este foi questionou sobre o que ele perguntaria a Deus quando e se estivesse em a Ele, a resposta me deixou triste, pois esperava uma visão melhor do bispo. Aliás, o bispo Desmond durante toda a entrevista falou de modo vago, sem muita consistência sobre fatos atuais. A tentativa de parecer humanista acabou ficando a meu ver, vaga e vazia, apenas alguns modelos e chavões já muito usados como resposta.

Mas voltando ao que disse o bispo, a resposta foi que ele perguntaria a Deus porque ele permitiu tanta injustiça.

Eu jamais poderia esperar de alguém laureado com um prêmio Nobel algo tão tolo. Pareceu-me que o bispo desconhece a lei de causa e do efeito, desconhece que justiça e injustiça são conceitos humanos, não existe no universo, senão vejamos: Quando um cometa atinge um planeta com vida e extermina tudo, isto foi uma injustiça divina? Quando um vulcão explode sem dar notícia e mata toda uma comunidade a sua volta, Deus estava distraído ou resolveu punir todos que estavam ali, inclusive crianças e animais inocentes?

Para mim isto é claro, não existe injustiça na mente divina, o que há é o resultado do que fazemos e fizemos. Se agimos de modo incorreto ou de modo correto as consequências virão. Uma análise isenta de tudo que nós consideramos “injusto” nos mostrará que só ocorreu porque quem tinha de agir, não agiu, quem tinha de reagir não reagiu, quem se acomodou, quem não interferiu, pagou pelo seu comodismo, covardia ou crença equivocada.

Deus não é justo nem injusto na minha concepção. Deus ou a Divindade como queiram, provisionou os meios e se usamos estes meios de forma errada, como reação natural teremos resultados que parecerão injustos. Aqueles que são explorados, que sofrem injustiças só o são porque de modo geral não agiram ou não agiram quando deveriam ter feito alguma coisa.

Vejam os exemplos de quem produziu mudanças expressivas na história da humanidade. Jesus e Gandhi são os mais conhecidos pela nossa civilização. Ambos são marcados pela não aceitação do fato consumado, e por terem lutado com as armas que dispunham, a palavra e as ideias. Eles produziram mudanças e não foram injustiçados, mesmo que pareça que foram.

Na verdade apenas se cumpriu o que seria consequência natural de suas vidas e sem as “injustiças” que foram cometidas não haveria o peso necessário nos seus atos e palavras. Vale muito bem para Jesus e nem tanto para Gandhi, mas as ideias de ambos tomaram forma e peso definitivo diante da tragédia de suas mortes, sem comparação entre um e outro.

Então precisamos parar de pensar que existe injustiça de Deus. O que existe na verdade é falta de vontade do ser humano em viver de acordo com as regras básicas e fundamentais da natureza, onde para cada ação existe uma reação em sentido contrário de igual intensidade, e isto nunca mudou e nem vai mudar. Se o homem quer ver a justiça de Deus ou do que ele acredita ser a força que rege tudo, deve agir, tomar decisões, não se acovardar.”

 

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Dr. Alexander Saliba

Clínico Geral e Pediatra

Especialista em Homeopatia

CRM-DF: 3200

www.alexanderjsaliba.med.br

Autocontrole e superação: dicas preciosas do médico Alexander Saliba

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Você já parou para pensar quantas vezes se achou incapaz ou menos inteligente que outras pessoas?

Eu já fiz isto algumas vezes na minha vida, na verdade a cada insucesso, tive a tendência a me achar inferior em inteligência quando me comparava a pessoas que eu considerava vencedoras.

Na verdade os melhores estudos realizados por neurocientistas e psicólogos têm demonstrado que o fator inteligência não interfere no sucesso, mas sim um outro fator fundamental, a capacidade de superar frustrações e ter autocontrole. Pessoas que lidam melhor com o fracasso e com as frustrações tendem a obter melhores empregos e ter sucesso nos negócios.

Parece uma solução muito simples para ser verdadeira, e na verdade o é. É tão simples que em um primeiro momento causa descrença nas conclusões que tirei e até me fizeram pensar que estava mais ligado a crença que a realidade. E qual e a mágica? Tudo se resume no treinamento continuado em ter autocontrole.

Autocontrole nada mais é que avaliar o maior número de possibilidades diante de uma situação antes de se tomar uma decisão, e o mais importante, desenvolver a tomada de decisão com frieza. A emoção embota, borra a capacidade de decidir e faz com que a decisão seja resultado da paixão e não da realidade dos fatos. Mas o autocontrole não é uma característica inata, algo puramente genético que nasce com a pessoa, é na verdade o resultado de treinamento e modelação da vontade.

Então, antes de se comparar ou se diminuir diante do sucesso de outras pessoas, faça uma analise de seu comportamento diante dos insucessos e aprenda a tirar proveito deles. Aprenda a ter disciplina e força de vontade para entender que seus erros e insucessos foram na pior das hipóteses, uma escola onde você aprendeu como não errar mais, pois errar você já sabe como. Junte a isto a capacidade de discernir calma e ponderando todas as possibilidades e verá que o seu índice de erro e de falta de sucesso na vida vai diminuir muito.

 

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A presença do homem no processo educacional da criança: Conversando sobre saúde com o médico Alexander Saliba

 

imagem: internet idosoecrianca

Em casa, na escola, nas creches, a presença do homem é cada vez mais escassa, cada vez mais rara, e a criança necessita do referencial masculino tanto quanto tem necessidade do referencial feminino no processo de formação de sua personalidade.

Sabemos que o pai assoberbado por inúmeras obrigações, condição também vivida por boa parte das mães, mas trabalhada de forma diferente pelas mulheres, se ausenta cada vez mais do lar. Geralmente sua presença só é sentida nos fins de semana e assim mesmo de forma não muito convivencial, ou seja, o momento lúdico entre filhos e o pai acaba se dando em uma ida ao clube ou uma descida para uma volta na quadra ou no quarteirão, onde via de regra, o pai encontrará outros adultos e enquanto vigia, bate um papo, mas a convivência em si, com os filhos, fica comprometida.

Na escola, a criança tem mais de 90% dos professores do sexo feminino, e com isto a informação transmitida pelo masculino é comprometida ou não existe. Tenho certeza que uma maior participação do pai, do professor, de pessoas do sexo masculino nesta fase do aprendizado da criança seria de grande valia para este pequeno ser que começa a entender a vida.

Existem creches onde homens foram colocados para tomar conta das crianças junto com as preceptoras ou tutoras ou como queiram chamar as mulheres que assumiam o papel de cuidar destas crianças, e que o resultado foi surpreendente. Os homens mais idosos, com a paciência e a compreensão das necessidades das crianças que a idade proporciona, geraram processos altamente produtivos para as crianças com quem mantinham contato.

Há muito venho buscando meios pessoais, sem envolvimento do governo ou recursos públicos, para criar uma instituição de guarda e assistência à criança e ao idoso, onde ambos convivam trocando energias e experiências.

Tenho certeza que ao mesclar estas duas fases da vida, uma começando e outra na sua fase terminal, processos serão gerados tanto nas trocas como nos modelos de convivência que serão de grande valia para ambos. Nas crianças, o contato com pessoas mais pacientes, menos autoritárias, com maior capacidade de ouvir, conversar e ser gentis, quando não, carinhosos e presentes, só serão de valia para ambos. O poder desfrutar do carinho e da meiguice paciente do idoso, como do idoso que reabastecerá suas fontes energéticas desgastadas, na maravilha de uma vida que começa a viver, é um processo fantástico onde as pontas da vida se encontram e formam um modelo circular de pulsante crescimento.

Dar esta chance a ambos de viverem este momento mágico é uma meta que com certeza farei acontecer.

 

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Dr. Alexander Saliba

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