“A ética no nosso dia a dia” – Conversando com o Doutor Alexander Saliba!

A cada dia, no mundo todo e não só no Brasil, temos notícias de pessoas que agiram de forma aética, de modo totalmente questionável. É claro que as que aparecem mais são aquelas ligadas à política e as artes, por estarem naturalmente mais expostas. Fica a pergunta: será que o número de pessoas que não tem ética ou que não tem vergonha na cara aumentou ou será que as investigações e os meios de divulgação aprimoraram seus modelos de trabalho? Na verdade isto não é importante, o que importa é que é que a cada dia nos deparamos com situações onde coisas que antes eram encaradas como não aceitáveis ou até impensáveis, passaram a ser alvo de explicações, as mais esdrúxulas possíveis, de que não são um deslize ou uma falta, mas tudo tem uma explicação.

 

Me parece que estamos aceitando a ideia de que no caso dos políticos, é melhor ter um ladrão no poder que faça algo, do que ter um ladrão que não faz nada. Lógica doida esta não? Os exemplos deste tipo de situação na nossa política nos últimos 50 ou 60 anos são incontáveis. Mas na verdade o que me deixa muito preocupado são as pequenas faltas que acabamos aceitando como uma espécie de compensação. Se eu fosse citar aqui todas as pequenas faltas que cometemos no dia a dia e achamos razoáveis, escreveria um livro com algumas centenas de folhas.

 

Eu me pergunto sempre, existe diferença entre quem comete pequenos delitos, desde que consciente do que faz, de quem comete grandes crimes? Quem rouba um tostão, rouba um milhão, já dizia minha mãe.

 

Não existe meio ladrão, meio honesto, meio ético. Quando abrimos uma embalagem no supermercado, provamos o conteúdo e jogamos o que restou atrás de alguma coisa para não pagarmos o que experimentamos, cometemos o mesmo crime de quem rouba um banco ou qualquer outra coisa de maior valor. Quando maquiamos habilmente nossas declarações de imposto de renda ou de outros tributos que aceitamos pagar sem contestarmos, sem gritarmos e exigirmos mudanças, somos tão aéticos e desonestos quanto quem desvia verbas e recursos do estado para ficar rico a qualquer custo. O argumento de que não pago os meus impostos porque sou extorquido por um governo ladrão não vale.

 

Estamos vivendo a época onde quase todos querem ganhar tudo a qualquer custo e isto é um perigo. Vai chegar um tempo em que não haverá mais como se conviver em sociedades tão doentes e então alguém levantará bandeiras extremadas e isto sempre tem um custo muito alto para todos. Nestas horas os justos pagarão pelos pecadores e os salvadores da pátria sempre tirarão vantagens.

 

Ainda há tempo de pregarmos entre nossos jovens a ideia de que a volta ao caminho correto tem de começar nas pequenas atitudes. Cada um deve cumprir de forma continuada seu dever de ser honesto, sério e ético.

 

Não estou pregando aqui uma sociedade de cara fechada e séria, pelo contrário, digo que quando as pessoas não cometem delitos, seja de qualquer forma, vivem melhor, tem mais sossego, dormem mais e não acordam com aquela sensação de que o sono não foi compensador, isto quando dormem…

 

À volta a limpeza nas ações fará com que cada um tome conte de suas atitudes e acima de tudo, tome conta das ações de quem lhe deve satisfações. Não sou partidário de um estado policialesco como na antiga União Soviética, ou Cuba, mas se cada um não exigir de quem de direito à correção nos atos, quem exigirá? Ser correto é também exigir correção, mas primeiro aja corretamente, depois exija correção. Dizem que o pior pecado é o da omissão e eu concordo. Quando omitimos, quando fingimos não ver, na verdade fazemos parte do processo e isto é ser aético, é aceitar e fazer parte das falcatruas.

 

Quando fugimos as nossas responsabilidades na verdade demonstramos estar doentes, mostramos que estamos enfermos, com grave doença na nossa mente. Esta enfermidade da mente nos faz ver tudo pelo lado que nos interessa e quando fazemos isto, passamos a borrar nossa visão e entendermos que no “vale tudo” da vida, o que fazemos de errado, se for para o bem de nossa família ou o nosso bem, esta justificado. Tenho para mim que esta é uma enfermidade muito complicada, cuja a cura pode ser ajudada por algum medicamento homeopático, mas na verdade necessita de uma profunda mudança no modo de ser e de pensar das pessoas que agem assim.

 

A cura para este mal começa na base da sociedade, a família, pelo diálogo, pelo amor e pelo exemplo, dentro de casa. Ainda há tempo de salvarmos os jovens dos conceitos errados que a cada dia parecem ser mais certos.

 

%grifina Você pode estar doente e não sabe   Conversando sobre saúde com o Doutor Alexander Saliba

 

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