Amizades e a arte de cultivá-las: conversando sobre saúde com o Doutor Alexander Saliba

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imagem: internet

Uma de nossas buscas mais incessantes ao longo da vida é sem dúvida, pelo compartilhamento de amizades.

Quem não busca uma amizade sincera, um porto seguro onde possa compartilhar, receber e doar?

Uma vez, há muito tempo, um amigo sábio, muito sábio, me disse que nada no universo é de graça, tudo é uma troca, e creio as trocas existem para manter o sistema estável. Eu o perguntei se até o amor seria uma troca, e ele me disse que sim. Amar sem ser amado, no mínimo leva a um profundo sentimento de rejeição e consequente perda da força do amor ao longo do tempo.

Nas amizades este exemplo tem muita força, pois a amizade nada mais é que uma troca, um constante modelo de doar e receber. Amizades verdadeiras, mesmo que as vezes pareçam um processo viciado por pequenos interesses, é sempre uma troca saudável de informações, sentimentos, pequenas rusgas, e superações.

Uma das formas mais saudáveis que conheço de manutenção de uma amizade é reservar para seus amigos um sorriso, um tocar no ombro quando se cumprimentam e acima de tudo a sinceridade nas respostas e nas opiniões. Amigos não fingem, não deixam de falar, não expressam sua opinião para a outra pessoa. Ter a verdade como objetivo em uma relação de amizade a sedimenta e a mantém.

Às vezes pensamos que se dissermos a verdade vamos magoar e poderemos perder a amizade que tanto prezamos, mas isto não é verdade. O que faz uma amizade perecer é acima de tudo o descobrir que a verdade não existiu ou que houve omissão. Eu sempre dito que o pior pecado em qualquer situação e em especial nas relações afetivas – e a amizade é uma relação afetiva muito especial – é a omissão. Quem se omite peca duas vezes: uma por ter se omitido e outra por ter faltado com a verdade ao se omitir. Não quero dizer com isto que temos de ser sensores, que temos de ser rudes, que temos de ser chatos e incisivos com nossos amigos, mas sim, que quando somos de algumas formos chamados a responder aos nossos amigos, questões que lhes são caras, devemos fazer de forma clara, honesta e sempre olhando nos olhos. Agindo assim consolidamos a confiança de quem nos quer como amigos e deixamos de ser apenas uma companhia agradável.

E uma última sugestão: reserve um dia da semana, uma tarde se puder ou algumas horas para estar com seus amigos. Não deixe que a eventualidade, que o acaso, que o não planejado seja a tônica de seus encontros. Amigos que duram uma vida, vivem uma vida compartilhada entre eles, em um processo de cativar um ao outro, e isto é uma delícia. Experimente e verá como é bom.

 

%grifina A ética no nosso dia a dia   Conversando com o Doutor Alexander Saliba!

 

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