“Nunca julgue um livro pela capa”: Entrevista com a Psicóloga Ellen Barros

Em recente passagem pela Capital Federal o Blog Grifina bateu um papo com a Psicóloga Ellen Barros, que veio acompanhada do seu marido, o advogado Bruno Mattos, curtir o réveillon junto da família e dos amigos, fazendo a rota inversa (Mar-Cerrado). O casal mora em João Pessoa, mas, se divide há 04 anos entre esses dois destinos, seja para descansar ou trabalhar.

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NUNCA JULGUE UM LIVRO PELA CAPA.

Olá Grifinas,

Antes de qualquer apresentação formal, gostaria de parabenizar a Vanzinha pelo projeto. Posso afirmar que conheço “de perto” o empenho dessa menina e me sinto imensamente feliz com o sucesso dela. Mas, vamos aos finalmentes, né?

Eu sou Ellen Barros, Psicóloga Clínica de base analítica (Aquela de Freud), com algumas atividades mais proeminentes, quais sejam: Sou professora Universitária de Psicologia Aplicada, atendo em consultório (Adolescentes, Adultos e Casais); Estudo Psicanálise, Sexualidade Humana, Neurociência e Direitos Humanos. Há mais de um ano sou Psicóloga convidada de alguns programas da TV local paraibana (Record, Tv Câmara, SBT) para quadros que abordam sobretudo questões sobre o comportamento humano (sexualidade, conflitos familiares, educação de filhos, relacionamentos, etc). Tenho uma paixão especial pela Psicologia Feminina e todos os assuntos relacionados a ela. (Confesso).

Ellen, qual a sua visão, como psicóloga, sobre a vaidade feminina?

A vaidade feminina é histórica, antropológica, sociológica e biológica. Existem diferentes modulações, algumas possuem em maior ou menor grau, mas acredito que ela esteja presente em boa parte do sexo feminino. A vaidade é uma energia que junta com uma série de outros fatores te move em busca em um bem-estar mais geral. Estar mais segura de si e de bem com o espelho, pode ajudar na construção positiva da autoimagem, autoestima e autoconceito.

Até que ponto a preocupação com a beleza é aceitável, e quando passa a ser um problema?

O limiar do “aceitável” é muito tênue. A sociedade em vivemos (a do consumo) nos bombardeia o tempo inteiro, apelando a todo e qualquer custo, para que se busca um ideal de beleza que é praticamente inatingível. Acredito que a sensatez, seja uma palavra interessante para refletirmos sobre isso. Vale a pena abrir mão de momentos com a família para malhar? É coerente manter-se em um casamento falido apenas para desfilar com uma bolsa de grife por ai? O problema é o excesso. Excesso de investimentos ( tempo, dinheiro, energia psíquica, saúde,trabalho,carreira), se existe uma dificuldade em equilibrar essas questões, está na hora de buscar ajuda.

O que a moda representa para você?

Uma referência, e não uma ditadura. O que me agrada eu acabo comprando, o que não me agrada apenas admiro. Com a maturidade, acabei optando por coisas que sejam condizentes com os ambientes que eu geralmente frequento. Então tenho peças coringas ( um vestido preto, um sapato preto, uma calça preta) e como gosto de acessórios vou só trocando as combinações. Gosto de me arrumar, mas, não é impossível que você me encontre de short, descalça e sem escovar o cabelo por aí.

É possível para as mulheres, do ponto de vista psicológico, conciliarem a rotina com a preocupação com a beleza e estética?

Posso te responder que não é impossível, mas, cansa. Acumulamos tantas atribuições, que cuidar da beleza e da estética, para algumas pessoas (lê-se) para mim, ir a um salão de beleza é até terapêutico. Não tenho tanto tempo disponível, então quis aprender a cuidar de mim e em algumas situações eu gosto de fazer minha própria escova, me maquiar (Fiz um curso profissional), cuidar da pele, etc. Não sou mais “refém” dos profissionais da beleza, e acho isso bacana, além de economizar, você se conhece e se reconhece melhor. Mas, na hora em que eu preciso, tenho um time excelente de profissionais que me ajudam.

Você já sofreu algum tipo de preconceito na sua profissão por conta da sua aparência física, ou maneira de se vestir ou se comportar?

Sim, várias vezes. Infelizmente as pessoas ainda confundem muito as coisas e são extremamente radicais. Não é incomum ouvir “ Você é psicóloga?”, “ Os teus alunos homens te respeitam?” “ Como é que você fala de Direitos Humanos vestida desse jeito?”.

Quais as dicas de beleza da Ellen para as leitoras?

Tenham uma conversa franca com espelho e identifique os seus pontos fortes e fracos. Valorize o que você tiver de melhor e aprenda a lidar com as suas limitações. Não faça nenhuma escolha se não se sentir preparada para assumir as consequências. No mais, ( unhas limpinhas e cheirinho bom)

Ellen, o Grifina agradece sua colaboração aqui conosco! Com certeza engrandecerá nosso conteúdo!

www.facebook.com/PsiEllenBarros 

Email: ellenemanuellebarros@gmail.com

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  2Comentários

  1. Ellen   •  

    Sucesso Van. Tudo tem ficado lindo!

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